Sou como uma árvore. Alto ou rasteiro, verde ou castanho, com flor ou sem ela, Sou, como uma árvore que para o ser tem casca.
Casca que nada mais é que pele, num mais grossa, noutros mais fina. E é por detrás desta casca que tudo se passa, quem diria o que uma árvore sente ao olhar para a sua roupa? Ela não treme, não chora, não grita, não corre, a casca, essa fica sempre quieta na sua cor, tranquila na sua serenidade, num estado que perturba não só os animais e plantas a sua volta, como também os minerais, estáveis e calmos na sua natureza rochosa.
E é assim que a minha casca é, seja qual for a sua cor, espessura, cheiro, ou quantidade de luz reflectida, ela será sempre um meio de defesa para o exterior ao que eu sou e vivo.
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